ADEGA – Mais lembrada é conhecida pelos “vinhos do papa”

Nesta categoria inédita que traz toda tradição vinícola de Jundiaí, a Adega Maziero, conhecida por produzir vinhos das visitas dos Papas Bento XVI e Francisco ao Brasil, foi a mais lembrada.

Os resultados mostram que, mesmo em um ambiente competitivo e marcado pela entrada de novos formatos comerciais (como o de adegas que são, na prática, distribuidora de bebidas), as marcas produtoras de vinho mantêm relevância significativa na memória espontânea dos jundiaienses.

A líder da categoria é a Adega Maziero, com 11,7% das citações, ocupando uma posição de destaque isolado. Em seguida aparece a Adega Brunholi, com 5,9%, reforçando que as adegas tradicionais seguem fortemente associadas à história da cidade e à produção local.

A terceira posição é ocupada pela Adega SOS, com 2,6%. Diferente das duas líderes, trata-se de uma distribuidora de bebidas em geral, o que sinaliza que o público também reconhece estabelecimentos com atuação mais ampla dentro do mesmo universo de consumo.

Em seguida, um bloco de marcas aparece em empate técnico, variando entre 2,3% e 1,5% das menções: Marquesim (2,3%), Bom de Bico (2,3%), Altas Horas (1,8%) e Adega dos Primos (1,5%).

O índice de 27,5% de outras respostas indica pulverização e variedade de estabelecimentos lembrados de forma mais dispersa, reforçando a fragmentação típica de mercados que incluem comércio de bairro, pequenos produtores e pontos de venda especializados.

Outros 44,4% não souberam responder, percentual que mostra que há espaço para ampliação da presença das marcas na mente do consumidor, sobretudo entre adegas tradicionais que podem se beneficiar da força simbólica do vinho local.

Mais lembrada, a Adega Maziero é atualmente administrada por Pedro Maziero e seu filho Clemente. Tem 10 hectares com mais de 60 mil pés de uvas e que produzem cerca de 60 mil litros de vinho por ano.

A família chegou ao Brasil em 1888, em meio ao grande movimento dos imigrantes. Se estabeleceu em Jundiaí, em terras do atual bairro Caxambu – onde estão até hoje.

Passam então a plantar uvas e fabricar vinho, mas apenas em 1954 passam a comercializar o produto, estabelecendo a adega.

E a Adega Manziero acabou se tornando conhecida como a fabricante dos “vinhos do papa”. Eles foram escolhidos para fornecer vinho na viagens ao Brasil do Papa Bento XVI em 2007 e do Papa Francisco em 2013.

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