CANETA ESFEROGRÁFICA – BIC bate todos os recordes

Não é simplesmente dizer que BIC é sinônimo de caneta esferográfica: a marca acaba de obter o maior percentual da história da Top SP.
A categoria “caneta esferográfica” acaba de estabelecer o novo recorde de percentual de lembrança já atingido por uma marca nestes 25 anos de pesquisa Top of Mind São Paulo.
A marca BIC foi mencionada espontaneamente por 88,2% dos entrevistados, desempenho diretamente associado à trajetória da BIC Cristal, que estabeleceu uma combinação de formato, funcionamento e produção que permaneceu praticamente inalterado ao longo de décadas.
Depois da BIC, Faber-Castell aparece com 2,5%; Pilot e Compactor, com 0,8%; CIS, com 0,6%; e Pentel e Kilométrica, com 0,3% cada. Somadas, as seis marcas seguintes representam apenas 5,3% das lembranças, uma fração do resultado alcançado pela líder.
Apenas 5,2% não souberam responder à pergunta, enquanto outras respostas somaram 1,4%. Os dados ajudam a dimensionar o grau de reconhecimento da categoria entre os paulistas e, ao mesmo tempo, a concentração da lembrança em torno de uma única marca – a BIC.
Na Top SP de 2025, a categoria Lápis de Cor havia registrado 79,6% para a Faber-Castell, percentual que já representava uma das maiores concentrações de lembrança espontânea da pesquisa. Em 2026, a BIC supera essa marca em 8,6 pontos percentuais na categoria Caneta Esferográfica.

A história da BIC começa em 1944, quando Marcel Bich e Édouard Buffard iniciaram na França um negócio dedicado à fabricação de peças para instrumentos de escrita.
Seis anos depois, Marcel Bich aprimorou o projeto da caneta esferográfica desenvolvido pelo húngaro László Biró e lançou sua própria versão sob a marca BIC. Nascia, em 1950, a BIC Cristal, produto de design atemporal que se tornaria o principal símbolo da companhia.
A expansão começou rapidamente, ainda na década de 1950, em um processo de internacionalização que fez a empresa chegar ao Brasil em 1956. E em 1961, o artista francês Raymond Savignac criou o BIC Boy, personagem que passou a integrar o logotipo e a comunicação da marca.
A partir dos anos 1970, novos produtos ganharam a marca BIC, como o primeiro isqueiro de bolso em 1973 e o primeiro aparelho de barbear de uma peça em 1975. E em 1979, a aquisição da francesa Conté, então com dois séculos de história, levou a BIC aos mercados de desenho e coloração.

O portfólio de produtos continuou a crescer com a lapiseira BIC Matic em 1988, e, em 1993, com o BIC Evolution, lápis grafite e de colorir produzido com materiais reciclados. A expansão internacional prosseguiu nas décadas seguintes, com operações na Europa Central e Oriental e mais presença no mercado asiático.
A BIC inaugurou em 2013 uma fábrica de isqueiros na China e, posteriormente, retomou a linha BIC Kids em diferentes regiões da Ásia, Europa e América Latina, com novos produtos e embalagens.
A BIC Cristal, entretanto, ultrapassou a função de instrumento de escrita e passou a integrar também o universo do design. Em 2001, a caneta foi incorporada à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).
Cinco anos depois, a Cristal, o isqueiro de bolso BIC e os aparelhos de barbear Classic Original e Classic Sensitive passaram a integrar a coleção permanente do Centre Pompidou, em Paris.

Em 2025, para celebrar os 75 anos da BIC Cristal, a marca realizou o premiado projeto “Uma BIC, um Livro, Dois Clássicos”. O objetivo era utilizar uma única caneta BIC, que escreve até 3km, para reescrever Romeu e Julieta, a mais famosa obra de William Shakespeare.
Para isto, programaram uma máquina que escreveu a obra em português durante 63 horas seguidas, reproduzindo fielmente a caligrafia de Shakespeare, que precisou de mais de 20 versões até chegar ao modelo final.
Ao fim do processo, não apenas a caneta conseguiu escrever as 212 páginas da obra, como sobrou tinta. De quebra, a BIC e a agência VML, responsável pela campanha, conquistaram três Leões de Cannes, mais importante prêmio internacional da publicidade.
O manuscrito reescrito foi doado ao Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, deixando um legado cultural duradouro.




