BEBIDA ENERGÉTICA – Gigantes globais protagonizam maior rivalidade da pesquisa

Líder, Red Bull vê vantagem sobre a Monster despencar em cinco anos; juntas, as duas marcas concentram 83% da lembrança espontânea.

Poucas categorias da Top SP 2026 apresentam uma disputa tão concentrada em duas marcas quanto Bebida Energética. Red Bull e Monster Energy, duas marcas de projeção global que se enfrentam nas prateleiras e em diferentes arenas esportivas, protagonizam também a mais acirrada rivalidade da pesquisa quando observada a evolução da lembrança espontânea. A Red Bull lidera com 46,2%, mas a Monster já alcança 36,8%.

Juntas, as duas marcas respondem por impressionantes 83% das citações espontâneas. A distância atual de 9,4 pontos percentuais entre elas mantém a Red Bull na liderança, mas revela um cenário muito diferente daquele encontrado na primeira medição da categoria, em 2021.

Naquele ano, a Red Bull havia sido lembrada por 58% dos entrevistados, enquanto a Monster registrava 18%. A diferença entre as duas era, portanto, de 40 pontos percentuais. Cinco anos depois, a Red Bull recuou 11,8 pontos, enquanto a Monster avançou 18,8 pontos. O resultado foi uma redução de 30,6 pontos na vantagem da líder sobre sua principal rival.

A mudança de patamar da Monster fica ainda mais evidente quando comparados os dois levantamentos: a lembrança espontânea passou de 18% para 36,8%, mais que dobrando no período. A marca, que em 2021 estava muito distante da liderança, chega a 2026 em uma posição capaz de desafiar a Red Bull diretamente no ranking de força de marca.

Tanto Red Bull quanto Monster usam o esporte para promoverem suas marcas. Aqui, elas se enfrentam na MotoGP, principal categoria mundial de motos.

O restante do mercado aparece em uma dimensão muito menor. TNT ocupa a terceira posição, com 2,5%, seguida por Baly, com 1,9%. Nenhuma outra marca alcançou percentual suficiente para integrar o Top-7 tradicional da pesquisa; as demais respostas somam apenas 3%.

O baixo índice de respostas “não lembra” reforça a força da categoria na memória espontânea dos paulistas. Apenas 9,6% não souberam citar uma marca, percentual abaixo dos 16,8% registrados em 2021.

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